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Dia do Café: entenda por que a data no Brasil é diferente

Dia do Café: entenda por que a data no Brasil é diferente

O dia 24 de maio marca o início da colheita no país e valoriza toda a cadeia produtiva do grão

Por Larissa Zapata | TMC

(Foto: Ante Samarzija/Unsplash)

Celebrado neste domingo (24), o Dia Nacional do Café tem uma data diferente da comemorada mundialmente porque marca o início da colheita nas principais regiões produtoras do Brasil. Criada pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), a celebração homenageia toda a cadeia cafeeira — dos produtores e trabalhadores rurais aos torrefadores, baristas e consumidores. O produto tem mais outras duas datas comemorativas: o Dia Mundial do Café, celebrado em 14 de abril, e o Dia Internacional do Café, reconhecido pela Organização Internacional do Café (OIC), em 1º de outubro.

Após meses de alta nos preços, o consumo de café voltou a crescer no país em 2026. Segundo a Abic, nos quatro primeiros meses do ano houve aumento de 2,44% no consumo em comparação com o mesmo período de 2025, alcançando 4,9 milhões de sacas de 60 quilos. A recuperação começou principalmente em março, quando o crescimento chegou a 10,25%, enquanto abril manteve a tendência positiva, com alta de 3,66%. A principal razão é a desaceleração dos preços do café nos supermercados.

Mercado de cafés especiais

Além do tradicional cafezinho do dia a dia, cresce também o interesse dos consumidores pelos cafés especiais, segmento em que o Brasil se consolidou como referência mundial graças à diversidade de terroirs, métodos de produção e qualidade dos grãos. 

“Essa data é uma ótima oportunidade para valorizar toda a cadeia do café e refletir sobre o impacto que ele tem no nosso dia a dia, no ambiente, na forma como produzimos e consumimos. É um dia para celebrar o nosso relacionamento com o café e os relacionamentos que construímos em volta dele”, afirma Marco Kerkmeester, empresário fundador da rede Santo Grão.

Segundo ele, o público também está mais atento à origem e à qualidade da bebida. “O consumidor está cada vez mais interessado em apreciar bons cafés e, ao mesmo tempo, entender sobre a origem, os processos e a qualidade do que consome, o que impacta diretamente o mercado de cafés especiais”, completa o fundador da marca, que lançou três microlotes com diferentes perfis sensoriais especialmente para a data.

Leonardo Assad

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