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Café despenca na manhã desta sexta com petróleo em queda e safra brasileira no radar

Reabertura do Estreito de Ormuz derruba petróleo e pressiona commodities

O mercado futuro do café aprofundou as perdas na manhã desta sexta-feira, 17 de abril, com forte pressão nas bolsas internacionais. O movimento ganhou intensidade após a queda expressiva do petróleo, provocada pela reabertura do Estreito de Ormuz, além da continuidade da entrada da safra brasileira no radar do mercado.

Por volta das 11h ( pelo horário de Brasília), na Bolsa de Nova York, o café arábica recuou fortemente. O contrato maio/26 é cotado a 291,20 cents/lb, com baixa de 525 pontos. O julho/26 opera em 284,80 cents/lb, com queda de 560 pontos. Já o setembro/26 é negociado a 273,50 cents/lb, com recuo de 385 pontos. O dezembro/26 aparece em 266,20 cents/lb, com baixa de 275 pontos.

Na ICE Europa, o robusta também registra perdas relevantes. O contrato maio/26 é cotado a US$ 3.412 por tonelada, com baixa de 62 pontos. O julho/26 recua para US$ 3.282 por tonelada, com queda de 65 pontos. O setembro/26 opera em US$ 3.220 por tonelada, com baixa de 58 pontos. Já o novembro/26 é negociado a US$ 3.158 por tonelada, com recuo de 62 pontos.

O principal fator novo no mercado é a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Com isso, os preços da commodity chegaram a cair cerca de 10%, reduzindo custos logísticos e tirando parte do suporte recente das commodities agrícolas, incluindo o café.

A queda do petróleo impacta diretamente o mercado ao reduzir custos de transporte e diminuir a pressão inflacionária global, o que tende a enfraquecer o apelo das commodities como proteção financeira. Esse movimento ajuda a explicar a liquidação observada nas bolsas nesta manhã.

Ao mesmo tempo, o mercado segue precificando a entrada da safra brasileira. Com o avanço da colheita, aumenta a expectativa de maior oferta no curto prazo, fator que pressiona as cotações, especialmente após as altas recentes.Mesmo com a queda nas bolsas, o ritmo de comercialização segue moderado, com produtores avaliando o momento antes de avançar nas vendas. 

A atualização desta manhã mostra uma mudança clara no humor do mercado. A queda do petróleo, somada ao avanço da safra brasileira, amplia a pressão sobre o café e exige ainda mais atenção do produtor na gestão da comercialização diante de um cenário mais volátil.

Por: Priscila Alves I Instagram: @priscilaalvestv

Fonte: Notícias Agrícolas

Leonardo Assad

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