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Campinas tem fábrica de café famosa no bairro São Bernardo que produz até 300 toneladas por mês; conheça

Local abre para visitação para quem quer ver de perto como funciona a produção do café

Por Vitória Amorim | A Cidade ON

Local abre para visitação para quem quer ver de perto como funciona a produção do café (Foto: Reprodução)

Conhecida por seus polos de tecnologia e pela presença de grandes empresas de diferentes segmentos, Campinas também se destaca na produção de uma das bebidas mais consumidas do país: o café. O que muita gente não imagina é que a metrópole mantém viva a tradição cafeeira, resgatando parte importante da sua história econômica.

Na semana em que foi celebrado o Dia Mundial do Café, o acidade on Campinas visitou uma indústria localizada no bairro São Bernardo para mostrar, na prática, como funciona todo o processo produtivo – desde a chegada dos grãos até a torrefação, embalagem e distribuição para supermercados da região.

De acordo com o gerente-geral da fábrica do café Canecão, Gerson Dolenc, a produção média é de 300 toneladas por mês, com capacidade diária de aproximadamente 20 toneladas.

Visita é aberta ao público

O local abre para visitação para quem quer ver de perto como funciona a produção do café que estão à disposição dos consumidores nas prateleiras dos mercados e, neste ano, serão nas seguintes datas: 15 de maio, 11 de setembro e 13 de novembro. As inscrições ainda não estão disponíveis.

Apesar de todo o processo industrial acontecer em Campinas, os grãos de café são adquiridos de cooperativas e fornecedores de outros estados, principalmente de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Como funciona a produção de café?

O produto chega à indústria ainda em estado natural – já beneficiado, mas sem passar por torra ou moagem.

A primeira etapa dentro da fábrica é a limpeza dos grãos. Segundo o gerente, o café passa por três processos de pré-limpeza realizados por máquinas, que retiram impurezas como galhos e folhas.

Após essa etapa, o café segue para um sistema totalmente automatizado.

Com os grãos limpos, começa o processo de industrialização. Todo o restante da produção é feito sem contato manual.

“Depois disso, o café é totalmente automatizado: passa pela torra, depois moagem, empacotamento e enfardamento”, detalha Dolenc.

Na torra, os grãos são submetidos a altas temperaturas em equipamentos industriais. Um dos torradores da fábrica processa cerca de 120 quilos em quatro minutos. Outro equipamento tem capacidade para até 240 quilos em aproximadamente 25 minutos, dependendo do tipo de café.

Após a torra, o café é moído e segue para a etapa de embalagem, que também é automatizada.

Diferença entre café almofada e a vácuo

A indústria trabalha com diferentes tipos de embalagem, sendo as principais o modelo almofada e a vácuo.

Leonardo Assad

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