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Café conilon avança em Minas e se consolida como alternativa estratégica na cafeicultura

Divulgação

A produção de café conilon vem ganhando espaço em Minas Gerais e se consolidando como uma alternativa estratégica dentro da cafeicultura estadual. Em 2025, o estado registrou uma colheita de aproximadamente 584 mil sacas, o que representa um crescimento de 50% em relação ao ano anterior, reforçando o avanço da cultura no campo mineiro.

Embora ainda tenha participação menor em comparação ao café arábica, o conilon se destaca como a variedade cafeeira que mais cresce proporcionalmente no estado, contribuindo para a diversificação produtiva e para a redução de riscos enfrentados pelos agricultores.

O avanço está diretamente ligado à crescente demanda da indústria de café solúvel, que utiliza o conilon por seu maior rendimento de sólidos solúveis, característica essencial para a produção de cafés instantâneos e bebidas prontas.

Segundo especialistas do setor, o crescimento é mais evidente em regiões fora do eixo tradicional da cafeicultura mineira, como o Norte de Minas, Vale do Jequitinhonha, Vale do Rio Doce e o Noroeste do estado. Nessas áreas, as condições climáticas, com temperaturas mais elevadas e menor altitude, favorecem o cultivo, especialmente com o uso de sistemas de irrigação.

O cenário internacional também contribui para a expansão. Problemas climáticos em grandes produtores como Vietnã e Indonésia elevaram os preços globais, tornando o conilon mais competitivo no mercado externo. Além disso, a cultura apresenta maior estabilidade produtiva em relação ao café arábica, sendo menos impactada pela bienalidade.

As exportações brasileiras de café solúvel também refletem esse crescimento, com aumento de 21% em 2025, movimentando US$ 1,1 bilhão. Em Minas Gerais, o avanço foi de 26%, alcançando US$ 68 milhões, com destaque para mercados como Estados Unidos, Japão, Argentina, Leste Europeu e Sudeste Asiático.

Atualmente, a área plantada de conilon em Minas chega a 11,1 mil hectares, com crescimento de 12% nos últimos cinco anos. O Leste de Minas se destaca com alta de 67% na produção, indicando expansão significativa da cultura em novas regiões.

Apesar do potencial, especialistas alertam que o cultivo exige alto nível de tecnificação, incluindo irrigação eficiente, manejo de podas, uso de mudas clonais, nutrição adequada e regularização do uso da água.

De acordo com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), mais de 660 municípios mineiros possuem aptidão para o cultivo do conilon, o que reforça o potencial de crescimento da cultura no estado nos próximos anos.

Fonte: Sindjorimg

Fonte: Gazeta de Varginha

Leonardo Assad

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