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CNA avalia custos de produção de café, leite e cana

Levantamento aponta custos e produtividade de café, leite e cana em quatro estados

Agrolink – Seane Lennon

Foto: Pixabay

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informou que, por meio do projeto Campo Futuro, realizou nesta semana o levantamento de custos de produção de café, pecuária de leite e cana-de-açúcar em quatro estados. A iniciativa contou com a participação de produtores, sindicatos, técnicos, universidades e centros de pesquisa em Goiás, São Paulo, Espírito Santo e Paraná.

Nos painéis de café realizados no Espírito Santo e no Paraná, foram avaliadas diferentes realidades produtivas. Em Brejetuba (ES), a produtividade estimada para o café arábica em 2026 foi de 36 sacas por hectare, avanço de 9% em relação ao ciclo anterior. Em Jaguaré (ES), no cultivo de conilon, a produtividade recuou de 65 para 60 sacas por hectare, influenciada por baixas temperaturas após a colheita passada. Já em Cachoeiro do Itapemirim (ES), a estimativa foi de 50 sacas por hectare, acima das 42 sacas registradas anteriormente. Em Londrina (PR), a produtividade média considerada foi de 32 sacas por hectare, crescimento de 8% frente ao levantamento anterior.

Segundo a assessora técnica Larissa Mouro, houve aumento no Custo Operacional Efetivo (COE) nas áreas analisadas. “Esse incremento foi impulsionado pelo encarecimento dos insumos agrícolas, principalmente fertilizantes, e maior desembolso com a mão de obra”, afirmou. O assessor técnico Carlos Eduardo Meireles também destacou elevação nos custos em Londrina. “O Custo Operacional Efetivo (COE) teve incremento de 6,3% comparado ao período anterior, puxado por maiores desembolsos com insumos para realização dos tratos culturais. O custo com produtos fitossanitários registrou aumento de 21,9%”, disse.

Nos levantamentos de pecuária de leite em Goiás, realizados nos municípios de Orizona, Piracanjuba e Jataí, a produção nas propriedades modais variou entre 200 e 700 litros por dia. De acordo com o assessor técnico Guilherme Dias, os custos com alimentação do rebanho representam entre 55% e 60% da receita obtida. “Entretanto, mesmo diante desses desafios, a atividade se mostrou competitiva frente outras opções de uso da terra, com a margem bruta por hectare superando os valores pagos pelo arrendamento em todas as praças pesquisadas”, afirmou.

No painel de cana-de-açúcar realizado em Araraquara (SP), foi definida uma propriedade modal de 70 hectares, com estimativa de produtividade de 75 toneladas por hectare no ciclo 2026/2027 e cerca de 120 quilos de Açúcares Totais Recuperáveis por tonelada. Segundo a assessora técnica Eduarda Lee, a receita projetada não cobre todos os custos operacionais. “Os maiores custos operacionais observados são relacionados aos tratos soca, sobretudo com fertilizantes”, disse.

Leonardo Assad

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