Por Lucas Machado | Rádio Itatiaia
O café está entre os alimentos mais presentes na rotina do brasileiro. Vai na xícara da manhã, no pós almoço, no intervalo do trabalho e, muitas vezes, aparece também em chás, chocolates, pré treinos e energéticos. O problema é que muita gente soma cafeína ao longo do dia sem perceber quanto está consumindo de fato.
A cafeína é um estimulante natural que age no sistema nervoso central. Ela bloqueia receptores ligados à sonolência e pode aumentar estado de alerta, foco e disposição. Por isso, quando usada na medida certa, costuma melhorar concentração, reduzir sensação de fadiga e até ajudar no desempenho físico.
Mas ela não funciona igual para todo mundo. O efeito depende da dose, do horário, da sensibilidade individual e até da velocidade com que cada organismo metaboliza a substância.
Nos últimos anos, estudos reforçaram que o consumo moderado de cafeína pode trazer benefícios importantes. Café e chá, por exemplo, estão associados a menor risco de doenças neurodegenerativas, melhora de atenção e até redução de fadiga mental.
No esporte, a cafeína também é uma aliada conhecida. Ela pode melhorar rendimento em exercícios de resistência, aumentar foco durante treinos e reduzir percepção de esforço. É por isso que aparece com frequência em suplementos para atividade física.
Outro ponto positivo é o efeito termogênico leve. A cafeína ajuda a aumentar temporariamente o gasto energético e pode contribuir no controle do apetite em algumas pessoas. Isso explica por que tanta gente associa café a dieta e rotina de emagrecimento.
O lado menos falado da cafeína está no acúmulo silencioso. Muita gente acha que só exagerou quando sente tremor ou taquicardia. Na prática, os primeiros sinais de excesso costumam ser mais discretos: sono ruim, irritação, ansiedade, dificuldade de relaxar e cansaço ao acordar.
Isso acontece porque a cafeína pode permanecer no organismo por várias horas. Dependendo da pessoa, seus efeitos podem durar bem mais do que o esperado. Um café no fim da tarde, por exemplo, já pode interferir na qualidade do sono à noite.
E dormir mal afeta tudo: fome, humor, disposição, recuperação muscular e clareza mental. Ou seja, o excesso de cafeína pode sabotar justamente os benefícios que muita gente busca.
Nem todo mundo reage da mesma forma. Pessoas com ansiedade, insônia, arritmia, refluxo, hipertensão descompensada ou maior sensibilidade à substância precisam ter mais atenção.
Gestantes, adolescentes e pessoas que usam estimulantes ou pré treinos também devem observar a dose total diária. O mesmo vale para quem toma energéticos achando que eles são “mais leves” que café.
A cafeína pode ser uma ótima aliada quando entra de forma estratégica. Café pela manhã, chá em horários adequados e atenção ao total diário costumam ser suficientes para aproveitar benefícios sem pagar a conta depois.
Mais importante do que cortar ou exagerar é entender como seu corpo responde. Quando usada com consciência, a cafeína melhora o dia. Quando passa do ponto, o corpo cobra.
https://www.youtube.com/watch?v=BshWA1fSbG8 Fonte: REDEMAISHD
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