Já no segundo mês de governo do presidente Lula, em fevereiro de 2023, o CNC esteve no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), junto com a OCB e o deputado Zé Vítor, apresentando ao ministro Luiz Marinho e equipe, os desafios da cafeicultura na contratação de mão de obra, na formalização da Carteira de Trabalho, no limite de horas laborais, entre outros. A audiência marcou o início de uma agenda positiva que hoje ganha escala nacional, com ações concretas construídas a partir desse diálogo, com a adesão das outras entidades que representam a cafeicultura brasileira.
O Conselho Nacional do Café (CNC) sente-se gratificado pela construção e o fortalecimento da agenda trabalhista da cafeicultura brasileira, em articulação direta com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), organismos internacionais e entidades do setor produtivo.
As ações, que hoje ganham escala nacional, são resultado de um trabalho estruturado, iniciado a partir de diálogo institucional qualificado e da defesa firme de uma agenda baseada em responsabilidade social, segurança jurídica, valorização do cafeicultor e dos trabalhadores (as).
Articulação institucional e construção de soluções
As recentes jornadas trabalhistas foram sugeridas pelo CNC e estão sendo realizadas em importantes regiões produtoras — como Espírito Santo, Sul de Minas, Mogiana Paulista, Cerrado Mineiro e no próximo dia 13, em Araguari — são fruto de um processo que teve início com audiência conduzida pelo Conselho junto à equipe do Ministério do Trabalho, envolvendo lideranças técnicas e institucionais.
A partir desse diálogo, foi estruturado um plano de trabalho abrangente, com a definição das regiões prioritárias e a construção de uma estratégia nacional de atuação. O CNC teve papel determinante na indicação dos territórios e na valorização das cooperativas como pontos focais para a execução das ações.
Esse esforço resultou na implementação de iniciativas como a Caravana do Trabalho e as jornadas de orientação trabalhista, voltadas à contratação na colheita, promoção de boas práticas e alinhamento entre produtores e trabalhadores (as).
Protagonismo na defesa do setor e combate à desinformação
Desde o início, o CNC assumiu uma posição firme na defesa da cafeicultura brasileira frente a narrativas distorcidas e generalizações que não refletem a realidade do campo. A construção dessa agenda não ocorreu sem desafios.
O primeiro Pacto pela Adoção de Boas Práticas Trabalhistas na Cafeicultura enfrentou resistência significativa por parte de outras representações, incluindo a negativa de assinatura em um primeiro momento. Ainda assim, o CNC manteve sua atuação técnica e institucional, priorizando o diálogo e a construção de soluções duradouras.
Com o amadurecimento das discussões, os pactos vêm sendo aprimorados, consolidando um ambiente mais equilibrado e colaborativo.
Atualmente, o CNC e os demais entes da iniciativa privada do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) foram convidados a integrar, como observadores, a Mesa Nacional de Diálogo e o Grupo Técnico de Comunicação, espaços estratégicos que reúnem o MTE, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e outras entidades, com o objetivo de alinhar ações, qualificar a comunicação e combater a disseminação de informações incorretas sobre o setor.
Investimento estratégico com recursos do Funcafé
Como resultado direto dessa articulação, foi viabilizada a liberação de R$ 1 milhão em recursos do Funcafé, destinada ao desenvolvimento e à execução das ações trabalhistas no setor.
“Sabemos que é um valor ainda limitado pelo trabalho que deverá ser executado frente aos desafios do mercado consumidor com relação ao social e, ao mesmo tempo, trabalhamos para garantir direitos aos trabalhadores que deverão ser adaptados à realidade presente. Significa que temos que discutir, aperfeiçoar e modernizar a nossa legislação, que até hoje é tratada como intocável”, explicou Silas Brasileiro, presidente do Conselho Nacional do Café.
O CNC reforça que o fortalecimento da cafeicultura brasileira passa pela atuação conjunta de toda a cadeia. Nesse contexto, reconhece a relevância do trabalho desenvolvido pelos demais representantes do CDPC, na defesa da exportação (Cecafé), das indústrias (ABIC e ABICs) e da produção (CNC e CNA).
Essa atuação é fundamental para consolidar o Brasil como referência global em café sustentável.
Agenda ganha força e chega à Fenicafé 2026
O avanço dessa agenda será um dos temas em evidência durante a próxima edição da Fenicafé 2026, que acontece nos próximos dias, reunindo produtores, cooperativas, autoridades e especialistas do setor.
Atendendo a convite da ACA, da Coocacer e do CNC, autoridades envolvidas na construção dessa agenda trabalhista estarão presentes no evento, reforçando o compromisso com o diálogo institucional e a evolução contínua das práticas no campo.
Neste ano, a programação contará com a presença de importantes autoridades e lideranças nacionais e internacionais. Estão confirmadas as participações do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, do diretor da Organização Internacional do Trabalho no Brasil (OIT), Vinícius Carvalho Pinheiro, do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária, Guilherme Campos – apoiador inconteste da cafeicultura no MAPA, de parlamentares como Zé Vitor – autor do PL 715, que apresenta um grande avanço nos gargalos da produção de café -, deputados estauduas, prefeitos da região, além de presidentes de cooperativas, sindicatos e representantes da Mesa Nacional do Café.
A expectativa é que a Fenicafé consolide esse momento como um marco na integração entre políticas públicas, setor produtivo e sustentabilidade, ampliando ainda mais o alcance das ações em curso no âmbito do trabalho decente na cafeicultura.
CNC: diálogo, responsabilidade e liderança
A atuação do CNC demonstra que o fortalecimento da cafeicultura brasileira passa pela construção de pontes — entre governo, cooperativas, produtores e sociedade em geral.
O Conselho reafirma seu compromisso com uma cafeicultura cada vez mais responsável, competitiva e alinhada às demandas nacionais e internacionais, sem abrir mão da defesa firme das cooperativas, dos produtores e da verdade sobre o campo brasileiro.
Linha do tempo
2020 a 2022 – Primeiros passos e articulações iniciais
2023 – Consolidação e avanços institucionais
2024 – Expansão e reconhecimento
2025 – Integração internacional e fortalecimento das ações
2026 – Retomada da Mesa Nacional de Diálogo e atualização do Pacto
Fonte: CNC
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