Arábica oscila com leves ganhos enquanto robusta recua em Londres; projeções de superávit e aumento das exportações do Vietnã mantêm cautela do produtor
O mercado do café iniciou a sessão desta sexta-feira (10), com comportamento misto nas bolsas internacionais. O arábica abriu com leves altas em Nova York, enquanto o robusta operou em baixa em Londres, refletindo um mercado ainda pressionado pelas perspectivas de maior oferta global e avanço da safra brasileira.
Na Bolsa de Nova York, o café arábica abriu com variações moderadas. O contrato maio/2026 iniciou cotado a 293,75 cents por libra-peso com alta de 5 pontos, julho/2026 abriu em 289,70 cents com ganho de 15 pontos e setembro/2026 iniciou em 275,55 cents com baixa de 25 pontos, mostrando tentativa de estabilização após as quedas recentes.
Em Londres, o café robusta abriu em queda. O contrato maio/2026 iniciou a 3.258 dólares por tonelada com recuo de 52 pontos, julho/2026 abriu em 3.192 dólares com baixa de 47 pontos e setembro/2026 iniciou em 3.137 dólares por tonelada com desvalorização de 40 pontos, pressionado pela maior disponibilidade do grão no mercado internacional.
A principal justificativa para a pressão sobre os preços segue sendo a expectativa de aumento da oferta global. Outro fator que pesa especialmente sobre o robusta é o aumento da oferta asiática. Dados recentes apontam que as exportações do Vietnã cresceram 14% no primeiro trimestre de 2026, alcançando 585 mil toneladas, enquanto a produção do país pode subir cerca de 6% para o maior nível em quatro anos, ampliando a disponibilidade global do grão.
O mercado também acompanha a fraqueza da demanda em alguns polos consumidores. Relatos de comerciantes indicam que compradores têm buscado origens mais baratas, como Indonésia, o que pressionou preços domésticos no Vietnã e aumentou a competitividade no mercado internacional.
Mesmo com esse cenário mais baixista, o mercado ainda apresenta volatilidade. Relatórios recentes destacam que, apesar das projeções de produção mais elevada, as cotações seguem sensíveis a qualquer mudança climática no Brasil, principal produtor mundial, especialmente com o início da colheita se aproximando.
Por: Priscila Alves
Fonte: Notícias Agrícolas
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