Celebrado em 14 de abril, o café tem forte ligação com o Rio de Janeiro; veja projeções para o mercado, estratégias para impulsionar vendas e caminhos para conquistar o público jovem
Seja pela manhã ou ao longo do dia, o cafezinho faz parte da rotina do brasileiro. O país se destaca como o maior produtor e exportador do grão do mundo e tem o segundo maior público consumidor no ranking global. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), cada brasileiro toma, em média, 1.400 xícaras da bebida ao ano. Somente em 2025, a população consumiu 21,4 milhões de sacas de café. Não por acaso, foi criada uma data especial: em 14 de abril é celebrado o Dia Mundial do Café, que valoriza toda a cadeia produtiva dessa bebida que é paixão nacional.
Para proteger esse patrimônio cultural e imaterial do país e seus consumidores, recentemente, o Rio de Janeiro contou com a força-tarefa da Associação dos Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ) e outras entidades, que retiraram de circulação 16 toneladas de café fraudado em um ano por meio da ação conjunta. Vale ressaltar que a unidade federativa abriga a região conhecida como Vale do Café, que produzia 75% do grão consumido no mundo em meados de 1860.
Dentre as motivações do brasileiro para tomar um cafezinho estão: melhoria de humor e disposição; ritual, geração de prazer e bem-estar; momento para pausa, reflexão e paz; degustar e saborear a bebida e a oportunidade de interação com pessoas, de acordo com pesquisa “Evolução dos Hábitos e Preferências dos Consumidores de Café no Brasil, entre 2019 e 2025” do Instituto Axxus, publicada pela ABIC.
Dentre os locais onde os brasileiros escolhem para tomar seu café estão em casa e trabalho, respectivamente. Quanto ao lugar de compra do produto, dos 4.032 entrevistados, 63,10% apontam que optam pelos supermercados, seguido pelo atacarejo, com 28,20% das preferências (pesquisa divulgada no fim de 2025).
Economia do café no Rio de Janeiro e no Brasil: dados e projeções para 2026
De acordo com levantamento da Scanntech, no período acumulado entre março de 2025 e o mesmo mês em 2026, o café registrou deflação de 1,5% no Brasil. Contudo, após atingir sua maior cotação em 28 anos entre 2024 e 2025, devido aos efeitos das mudanças climáticas, problemas na safra e desvalorização do real, o preço ainda segue em estabilização.
Considerando o recorte do Estado do Rio de Janeiro em 2026, o cenário é mais positivo. Enquanto o Brasil registrou deflação de 2,37% no preço do café moído, no território fluminense, a queda foi de 3,33%, no acumulado de 12 meses com base no IPCA de fevereiro. O resultado mantém o Rio de Janeiro como o segundo estado em que o preço do café mais recuou no Brasil e o principal do Sudeste, à frente de São Paulo (-2,91%), Espírito Santo (+0,08%) e Minas Gerais (-1,74%).
No ranking nacional, o Rio de Janeiro fica atrás somente de Fortaleza (CE), que apresentou queda de 3,74%. Embora ainda ser uma redução modesta, a mudança gera otimismo no varejo supermercadista e nos consumidores, que já percebem uma leve diminuição do preço nas gôndolas em relação ao ano passado, um cenário que, ainda assim, exige cautela.
“A deflação observada no início de 2026, no Rio de Janeiro, deve ser entendida como um movimento pontual de ajuste após um período de forte pressão inflacionária (…) O comportamento dos preços ao longo dos próximos meses seguirá condicionado à confirmação da recuperação da safra e à estabilidade dos fatores externos que impactam o mercado do café”, explica o diretor executivo da ABIC, Celírio Inácio.
O especialista pontua que, para o supermercadista, o principal impacto não está apenas na redução pontual de preços, mas na mudança de comportamento do consumidor.”Com menor pressão inflacionária, há uma tendência de recomposição de volume e aumento da frequência de compra. Com maior valor agregado, o varejo (abastecedor) deve enxergar esse momento como uma oportunidade de recuperação de giro e reequilíbrio da categoria, apoiado em um ambiente de mercado mais favorável do que o observado nos últimos dois anos”.
Ações para supermercadistas venderem mais no Dia Mundial do Café
Além do Dia Mundial do Café, comemora-se o Dia Nacional do Café, em 24 de maio, data criada pela ABIC em 2005, e o Dia Internacional do Café, em 1º de outubro, celebração criada pela Organização Internacional do Café (OIC), para pensar os desafios do setor e lembrar as pessoas que atuam na cadeia produtiva.
As efemérides podem ser uma forma de aumentar o giro do produto e até realizar lançamentos. Confira abaixo algumas maneiras de garantir aumento das vendas. Seguindo essas dicas, uma simples experiência no supermercado pode aumentar a confiança do consumidor e as vendas no PDV:
Jovens mudam a forma como consomem café
Apesar de ser o queridinho dos brasileiros, a ABIC aponta um ajuste de 2,92% para menos, em 2025, na quantidade consumida em relação ao ano de 2024, número considerado uma “retração técnica” pela entidade. De acordo com Celírio Inácio, a redução ocorre devido a adoção de um consumo mais consciente pelos brasileiros, diante do aumento de preços registrado entre 2024 e 2025, que pesou no bolso. Neste cenário, o consumidor reduziu o desperdício da bebida, mas sem abandonar o consumo. Contudo, a expectativa é de recomposição em 2026.
“Há uma expectativa mais positiva de produção, com recuperação de safra, o que tende a iniciar a recomposição da oferta global. Esse movimento deve levar o mercado a um reequilíbrio mais consistente entre a oferta e a demanda, com maior estabilidade e possível acomodação de preços (…) À medida que o preço deixa de ser um fator de pressão extrema, o consumidor tende a retomar padrões anteriores, ainda que mantendo a racionalidade nas escolhas”, aponta Celírio Inácio.
Quanto ao comportamento do consumidor jovem, a ABIC indica que há uma migração do consumo tradicional para novos formatos, como bebidas geladas, cafés com leite, produtos prontos para consumo (RTD) e cafés de maior valor agregado. De acordo com a análise do diretor executivo, esse público é mais exigente em relação a qualidade, experiência, conveniência e identidade da marca. Dessa forma, o café deixa de ser apenas um hábito funcional e passa a ser também um elemento de saúde e estilo de vida.
“O desafio não é adaptar a oferta aos jovens. Indústria e varejo supermercadista precisam trabalhar com variação de portfólio, inovação e comunicação mais alinhada a esse novo perfil para capturar esse consumo que continua existindo, porém distribuído em novas categorias”, concluiu.
Fonte: Asserj
https://www.youtube.com/watch?v=aHP5eNjxqvs Fonte: Noticias Agricolas - Oficial
https://www.youtube.com/watch?v=aDtoN37mlp0 Fonte: REDEMAISHD
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