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Café inicia quinta-feira em leve baixa nas bolsas, com mercado atento à oferta e custos no Brasil

Arábica e robusta recuam na abertura enquanto produtores monitoram diesel, clima e ritmo da colheita

O mercado do café abriu a sessão desta quinta-feira (26), com leve recuo nas principais bolsas internacionais, refletindo um ajuste após a volatilidade recente e a continuidade de fatores que pressionam o setor.

Na bolsa de Nova York, o café arábica iniciou o dia em queda. O contrato maio/26 abriu cotado a 314,50 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 1,60 ponto. O julho/26 caía 1,50 ponto, a 308,20 centavos/lb, enquanto o setembro/26 recuava 1,15 ponto, negociado a 295,10 centavos/lb.

Em Londres, o café robusta também começou o dia em leve baixa. O contrato maio/26 abriu cotado a US$ 3.627 por tonelada, com queda de 2 pontos. O julho/26 recuava 3 pontos, a US$ 3.554, enquanto o setembro/26 apresentava leve alta de 2 pontos, negociado a US$ 3.501 por tonelada.

O mercado segue sensível ao equilíbrio entre oferta e demanda no curto prazo. Dados recentes mostram que os estoques certificados de café arábica na ICE continuam abaixo dos níveis históricos, o que mantém a percepção de oferta mais ajustada e sustenta a volatilidade dos preços.

Ao mesmo tempo, o avanço da colheita no Brasil começa a entrar no radar dos agentes, com expectativa de aumento gradual da disponibilidade nas próximas semanas.

No campo, o cenário de custos segue como ponto de atenção. De acordo com análise do Cepea, a alta do diesel preocupa produtores neste momento de pré-colheita, quando cresce a demanda por transporte e operações mecanizadas. Esse fator pode impactar diretamente as margens e influenciar o ritmo de comercialização.

Informações de mercado também indicam que há interesse comprador ativo no físico brasileiro, tanto para arábica quanto para conilon, com maior volume de negócios sendo registrado nos últimos dias, o que ajuda a dar sustentação às cotações mesmo em sessões de ajuste nas bolsas.

No clima, a previsão aponta aumento de instabilidades em áreas produtoras do Brasil ao longo desta semana, especialmente entre o Cerrado Mineiro e o Triângulo Mineiro, com retorno de períodos mais secos na sequência, o que mantém o mercado atento ao desenvolvimento final da safra.

Para o produtor, o momento segue exigindo atenção redobrada. O mercado combina custos elevados, início de colheita e oscilações nas bolsas, o que pode abrir oportunidades pontuais, mas também aumenta o risco nas decisões de venda.

Por: Priscila Alves

Fonte: Notícias Agrícolas

Leonardo Assad

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