Cecafé articula defesa do café brasileiro em convenção nos EUA diante de tarifas, investigações e perda de mercado
Por Cecafé
Foto: divulgação
O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) intensificou a atuação internacional do setor ao participar da “2026 NCA Convention”, realizada entre os dias 12 e 14 de março, em Tampa, nos Estados Unidos. O evento reuniu cerca de 800 profissionais da cadeia global do café, incluindo lideranças empresariais e representantes institucionais.
Mais do que presença institucional, a participação brasileira teve como foco a defesa comercial do café nacional diante de desafios no mercado norte-americano. Entre os principais pontos discutidos estão as tarifas aplicadas ao café solúvel brasileiro e investigações comerciais em curso nos Estados Unidos.
De acordo com o Cecafé, atualmente os cafés verdes, torrados e moídos do Brasil entram no mercado americano sem taxas. Já o café solúvel enfrenta tarifa de 10%, o que reduz a competitividade frente a concorrentes como o México, que possui isenção tributária e vem ampliando sua participação no mercado dos EUA.
Outro ponto de atenção envolve investigações baseadas na legislação comercial americana e questionamentos relacionados a práticas trabalhistas, que podem gerar barreiras adicionais ao produto brasileiro. Diante desse cenário, o Cecafé articula, em conjunto com entidades do setor e parceiros internacionais, estratégias para evitar a imposição de novas restrições.
As discussões ocorreram ao longo da convenção e em reuniões específicas com a National Coffee Association (NCA) e seu corpo técnico em Washington, com participação de entidades brasileiras como a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).
Além da agenda institucional, o Brasil também buscou reforçar sua imagem no mercado internacional. A delegação contou com estande próprio na convenção, onde apresentou o conceito “ESG+T”, que associa sustentabilidade, responsabilidade social e tecnologia como pilares da cafeicultura nacional.
O espaço funcionou como ponto de conexão com compradores e profissionais do setor, destacando a qualidade dos cafés brasileiros e o avanço tecnológico da produção. A iniciativa integra o reposicionamento da marca “Cafés do Brasil”, desenvolvido com participação de entidades representativas da cadeia produtiva e apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária.
A estratégia combina promoção comercial e articulação política para manter a competitividade do café brasileiro no exterior, especialmente em um dos mercados mais relevantes para as exportações do setor.
Fonte: Conexão Safra
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