Por Stefany Sampaio | Folha Vitória
Em Assembleia Geral, Cooabriel apresenta recorde de faturamento e define novos investimentos em infraestrutura
A Cooabriel, maior cooperativa de café conilon do Brasil, com sede no Espírito Santo, registrou um crescimento de 90% no recebimento de café na safra 2025/26. O volume recebido chegou a 2,35 milhões de sacas, o maior da história da cooperativa.
Para efeito de comparação, em 2024, a Cooabriel havia recebido pouco mais de 1,4 milhão de sacas. Os números foram apresentados nesta quinta-feira (20), durante a Assembleia Geral Ordinária da cooperativa.
O resultado reflete um ano marcado por dois fatores decisivos: safra recorde e preços historicamente elevados para o produtor. No início de 2025, a saca de conilon chegou a ser comercializada, em média, por R$ 1,9 mil no Espírito Santo. Já em março de 2026, os preços passam por uma correção e giram em torno de R$ 950.
A combinação de produção elevada e valorização do café injetou bilhões de reais na economia do interior capixaba. O bom desempenho da safra foi favorecido, principalmente, por condições climáticas positivas, com chuvas bem distribuídas em períodos críticos para o enchimento dos frutos, além de ganhos de produtividade nas lavouras.
O presidente da Cooabriel, Luiz Carlos Bastianello, avalia que 2025 foi um ano fora da curva para a cooperativa.
“Tivemos um desempenho muito bom em termos de safra, recepção de café e movimentação da atividade cafeeira. Foi, sem dúvida, um ano excepcional. Um fator determinante para esse resultado foi o bom comportamento do clima ao longo da safra, que contribuiu diretamente para o avanço da produção”, destacou.
Segundo ele, o volume recebido superou as expectativas iniciais e veio acompanhado de um faturamento maior do que o registrado em 2024. “Também tivemos um crescimento histórico no quadro de cooperados. Isso mostra a confiança do produtor na cooperativa e na estrutura que oferecemos”, completou.
Investimentos, crescimento e planos para 2026
A Cooabriel encerrou 2025 com R$ 33 milhões em investimentos no Espírito Santo e na Bahia, onde também atua. O faturamento bruto chegou a R$ 3 bilhões, alta de 17% em relação ao ano anterior.
O número de cooperados também cresceu: a cooperativa fechou o ano com 9.700 produtores, um aumento de 19%.
De olho no futuro, a estratégia é manter o ritmo de crescimento, mas com cautela. “Para 2026, planejamos dar continuidade aos investimentos já em andamento e avançar em novos projetos, sempre com estratégia e segurança. O mercado global está mudando rapidamente, e precisamos acompanhar esse movimento para seguir fazendo bons negócios, remunerando bem o cooperado e ampliando mercados”, afirmou Luiz Carlos Bastianello.
Entre as prioridades, ele destaca o avanço da internacionalização do conilon, considerada hoje uma necessidade para o setor, além da ampliação dos serviços oferecidos aos produtores, especialmente na área de produção.
A cooperativa também segue apostando na diversificação. Aos 62 anos, a Cooabriel avança em projetos voltados ao cultivo de cacau e pimenta-do-reino, ampliando as possibilidades de renda para os cooperados.
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