Por Stefany Sampaio | Folha Vitória
A atividade econômica do Espírito Santo segue em ritmo de crescimento. De acordo com o Indicador de Atividade Econômica (IAE-Findes), calculado pelo Observatório Findes, o estado avançou 3,2% em 2025 – o terceiro ano consecutivo de alta.
Nos últimos anos, o desempenho tem se mantido positivo: em 2023, o crescimento foi de 3,4%; em 2024, de 2,5%; e, agora, em 2025, voltou a ganhar força. Para 2026, a expectativa é de uma expansão mais moderada, de 2,1%.
Esse resultado foi puxado por todos os setores da economia. A agropecuária liderou com folga, ao crescer 13,9%, seguida pela indústria (6,1%) e pelos serviços (1,2%).
Café lidera retomada e agropecuária cresce 13,9% no Espírito Santo
Depois de um 2023 mais desafiador, principalmente por causa do clima, o campo deu a volta por cima. Em 2024, a agropecuária cresceu 7,3%, enquanto em 2025 a agropecuária teve um desempenho ainda mais positivo, impulsionado principalmente pela safra de café, a principal cultura do estado.
Em 2023, a produção havia sido prejudicada por uma combinação de fatores: a bienalidade negativa do café arábica e problemas climáticos que afetaram o conilon, como irregularidade na floração, altas temperaturas e chuvas em momentos inadequados, comprometendo o enchimento dos grãos.
Já em 2025, o cenário foi outro. Com uma safra considerada recorde para o conilon, que responde por mais de 70% da produção capixaba, o setor cresceu forte. Outras culturas importantes, como cana-de-açúcar, milho, arroz, tomate e laranja, também ajudaram a puxar o resultado.
Mesmo com esse avanço expressivo, a agropecuária teve um impacto menor no crescimento total da economia, contribuindo com 0,6 ponto percentual. Dentro do setor, a agricultura se destacou, com alta de 16,7%, enquanto a pecuária avançou 1,3%.
Segundo a economista-chefe da Findes, Marília Silva, o bom desempenho do conilon foi decisivo.
“A boa colheita compensou os efeitos da bienalidade negativa esperada para o arábica. A expansão do conilon foi favorecida pelo regime de chuvas no Norte do estado. Tivemos condições climáticas favoráveis na floração e na formação dos frutos, entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025. Além disso, observamos investimentos em mecanização da colheita, que potencializaram a produção”, explicou.
A força da agricultura foi determinante para o resultado geral do setor, já que ela representa mais de 70% da agropecuária capixaba. O avanço foi sustentado principalmente pelo café, mas também por outras culturas relevantes ao longo do ano.
Por outro lado, o café arábica teve uma produção menor, o que já era esperado por conta do ciclo natural da cultura, marcado pela bienalidade negativa – período em que a planta reduz a produção para se recuperar.
Na pecuária, o crescimento foi mais tímido, de 1,3%, puxado principalmente pelo desempenho do segmento de bovinos. Outros ramos, como aves, suínos e leite, registraram queda ao longo do ano.
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