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Pesquisa sobre café e turismo de experiência na Chapada Diamantina será apresentada em fórum de Portugal

Por Hélio Alves | Tribuna do Recôncavo

Imagem de Gabriel Alva do Pixabay

O estudo ‘Café com Identidade: Como a Indicação Geográfica pode promover o Turismo de Experiência na Chapada Diamantina’, desenvolvido pelo Programa de Iniciação Científica da Unijorge, foi aprovado para apresentação na 10ª edição do International Forum on Management, que será realizada entre os dias 7 e 9 de maio de 2026, na cidade de Faro, em Portugal.

Organizado pela Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo da Universidade do Algarve, o evento contribui para a divulgação de conhecimento científico, o desenvolvimento de boas práticas organizacionais e a formulação de políticas públicas.

A pesquisa discute como a obtenção da Indicação Geográfica (IG), conduzida pela Aliança do Café da Chapada Diamantina, que reúne 62 produtores de café especial da região, funciona como uma ferramenta estratégica para construir um diferencial competitivo no mercado e evidencia o potencial de um dos produtos mais promissores do agronegócio e do turismo baiano.

A Indicação Geográfica (IG) é um reconhecimento concedido a produtos característicos de seu local de origem, conferindo reputação, valor intrínseco e identidade própria.

A produção acadêmica é dos alunos de graduação em Administração da instituição, Yasmin Martins e Breno Ferreira, bolsistas voluntários do programa de Iniciação Científica, com orientação do coordenador do Núcleo de Gestão da Unijorge, Heitor Ferrari Marback. O estudo conta com a colaboração da Profa. Dra. Ilka Bianchini, do mestrado em Turismo do Instituto Federal de Sergipe, em uma parceria interinstitucional, que valoriza o relevante trabalho de pesquisa da professora com a Indicação Geográfica.

Segundo Marback, o café da Chapada Diamantina apresenta características sensoriais muito próprias, fruto da qualidade da terra, da água, do clima e da altitude do território.

‘Nossa pesquisa buscou entender como essa identidade única, agora reconhecida e protegida por uma Indicação Geográfica, pode ser a base para o fortalecimento do turismo de experiência. A IG agrega valor e autenticidade ao produto, enquanto o turismo aproxima o consumidor da origem, gerando renda extra para os produtores e valorizando a cultura local’, diz.

De acordo com o professor, a aprovação do artigo coloca a Unijorge no mapa da produção científica de ponta sobre temas estratégicos para o desenvolvimento da Bahia e do Brasil. ‘Isso evidencia a importância de manter o compromisso da instituição com a pesquisa aplicada, a internacionalização e a formação de profissionais qualificados e conscientes do seu papel social’, finaliza.

Leonardo Assad

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