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Café abre a quarta-feira (11) em queda nas bolsas e mercado segue atento ao ritmo das exportações brasileiras

Arábica recua mais de 2% em Nova York e robusta também cai em Londres; operadores monitoram fluxo de exportações do Brasil e comportamento do mercado físico

O mercado do café iniciou o pregão desta quarta-feira (11) com quedas nas bolsas internacionais. Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), referência para o café arábica, os principais contratos operavam em baixa nas primeiras negociações do dia, enquanto o robusta negociado na Bolsa de Londres (ICE Europe) também registrava desvalorização.

Por volta das primeiras horas da sessão, o contrato maio/26 do arábica era negociado a 288,10 cents por libra-peso, com queda de 7,70 pontos, enquanto o vencimento julho/26 trabalhava a 282,75 cents por libra-peso, com recuo de 7,35 pontos.

No mercado do robusta, o contrato maio/26 era cotado a US$ 3.619 por tonelada, com baixa de 73 dólares, enquanto o vencimento julho/26 aparecia negociado a US$ 3.526 por tonelada, registrando queda de 70 dólares nas primeiras movimentações do pregão.

O movimento desta manhã ocorre após um fechamento já negativo na sessão anterior. Na terça-feira (10), o contrato maio do arábica encerrou o dia cotado a US$ 2,9580 por libra-peso, com recuo de 110 pontos, enquanto o robusta para o mesmo vencimento terminou a sessão a US$ 3.692 por tonelada, com queda de US$ 79, segundo dados do mercado internacional.

Além das oscilações técnicas nas bolsas, o mercado acompanha de perto o comportamento das exportações brasileiras. Dados divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) indicam que as exportações de café verde do país recuaram cerca de 27% em fevereiro na comparação com o mesmo período do ano passado, refletindo menor disponibilidade de produto no período e ajustes no fluxo de embarques.

O comportamento das exportações brasileiras tem peso relevante para o mercado internacional, já que o Brasil permanece como o maior fornecedor global da commodity. Alterações no ritmo de embarques podem influenciar a percepção de oferta no curto prazo e impactar as cotações nas bolsas.

No mercado físico brasileiro, o cenário segue com ritmo mais lento de negócios. De acordo com análises de mercado, produtores de arábica demonstram pouca disposição para negociar os volumes restantes da safra 2025/26 nos níveis atuais de preço, enquanto compradores seguem atuando com cautela diante da volatilidade observada nas bolsas internacionais.

Outro fator acompanhado pelos operadores é o clima nas regiões produtoras do Brasil. Previsões indicam continuidade das chuvas em áreas cafeeiras de Minas Gerais ao longo da semana, com acumulados que podem contribuir para a manutenção da umidade do solo nas lavouras, condição considerada importante para o desenvolvimento das plantas.

O mercado do café segue sensível à combinação de fatores externos e internos, incluindo o comportamento das bolsas internacionais, o fluxo de exportações brasileiras, as condições climáticas nas regiões produtoras e o andamento das negociações no mercado físico.

Por: Priscila Alves

Fonte: Notícias Agrícolas

Leonardo Assad

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