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Com expectativa de safra recorde e bons preços na saca de café, produtor deve aproveitar o momento para reorganizar o financeiro e alinhar novas estratégias de venda

Por Virgínia Alves | EPTV

Foto: Pixabay

Seis anos depois da última safra de ciclo cheio, o Brasil se prepara para colher uma safra recorde de café em 2026. Segundo os dados oficiais da Companha Nacional de Abastecimento (CONAB), são estimadas 66,2 milhões de sacas de 60 quilos no ciclo que começa nos próximos meses.

Para o produtor de café esse também pode ser o momento de “organizar a casa” e colocar as contas em dia, de acordo com Vinicius Barquette, advogado especialista em agronegócio. Depois de anos de problemas climáticos e produção abaixo do ideal, o produtor agora tem preços mais atrativos e a expectativa de um bom volume de café para negociação.

“A recomendação aos produtores rurais é que o ano de boa safra, como sinaliza 2026, represente oportunidade concreta para buscar soluções a débitos pendentes, seja junto a cooperativas, tradings ou instituições financeiras. Obrigações originadas em operações de barter, contratos de crédito rural e contratos de compra e venda a termo, ou com entrega futura, por exemplo, podem e devem ser revisitadas de forma estratégica, com foco em renegociações, composições e reestruturações que tragam segurança jurídica e previsibilidade aos próximos ciclos produtivos”, orienta.

Para o especialista, o cenário é favorável para que o produtor consiga atuar nessas operações mais segurança financeira, mais positivo para avaliação de oscilação dos custos de produção e principalmente para reorganizar o fluxo de caixa que ficou acumulado nos anos anteriores.

O cenário atual favorece também compradores de café, instituições financeiras e empresas fornecedoras de insumos, uma vez que permite intensificar as estratégias de recuperação de crédito com a utilização de ferramentas adequadas, que vão de iniciativas extrajudiciais bem estruturadas até a adoção de medidas judiciais eficazes, como bloqueios na safra, arrestos e, quando necessário, outras medidas de execução mais gravosas.

“Nesta safra, se a boa expectativa se mantiver, produtores e adquirentes podem, com apoio técnico especializado, transformar um ciclo positivo em estabilidade contratual, redução de conflitos e fortalecimento das relações comerciais no mercado de café, gerando um cenário positivo financeiro a todos os atores da cadeia, que é o desejado em qualquer relação comercial”, conclui Barquette.

Leonardo Assad

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