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Produção melhor e estoques equilibrados podem conter alta do café em 2026, diz Abic

Em entrevista ao Jornal da CBN, Celírio Inácio, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), explicou que a alta dos preços no ano passado está ligada a variações climáticas e a demanda mundial.

Grãos de café – Foto: Freepik

O café foi o item da cesta básica que mais encareceu em 2025, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). O produto subiu 5,8% e o faturamento da indústria de café torrado registrou crescimento de 25,6% em 2025 em relação a 2024, atingindo R$ 46,24 bilhões.

Em entrevista ao Jornal da CBN, Celírio Inácio, diretor-executivo da Abic, explicou que a alta dos preços está ligada a variações climáticas nos últimos cinco anos, que reduziram a produção e os estoques, e à forte demanda mundial por café.

“Variações climáticas afetaram diretamente a produção e a produção, o que acabou fazendo com que os estoques ficassem baixos. Então, houve menos ofertas, mais procura e o café como uma commodity que está relacionada diretamente nas bolsas e o mundo que não para de beber café. Isso fez com que os preços subissem e chegassem diretamente nas prateleiras do mercado.”

Perspectivas para 2026

Para 2026, há uma perspectiva de alívio nos preços. Segundo Inácio, a florada de setembro e outubro de 2025 foi favorável e as chuvas recentes no cinturão produtor indicam melhor produção e estoques mais equilibrados, o que pode estabilizar os valores ou reduzir novas altas.

“Existe uma expectativa boa de uma melhor produção e se houver, de fato, essa melhor produção os estoques acabam ficando um pouco mais equilibrados e tende a se arrefecer um pouco o preço ou pelo menos não ter mais essas subidas que tivemos de preço durante o ano de 2025.”

Outro fator que influenciou o mercado foi o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos, que dificultou a exportação de café solúvel e provocou reação das bolsas internacionais. Embora as tarifas sobre café cru, torrado e moído tenham sido retiradas, o solúvel ainda enfrenta restrições.

“A gente continua com uma dificuldade muito grande para com o tarifaço referente ao solúvel. Nós tivemos a retirada do tarifaço do café cru e do café torrado e torrado moído. Mas, o café solúvel ainda continua com o tarifaço e isso também dificulta, porque os Estados Unidos eram o maior importador de café solúvel, então isso tudo acaba afetando todo o ecossistema café.”

Fonte: CBN

Leonardo Assad

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