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Startup amapaense transforma caroço de açaí em café sustentável

A Engenho Café de Açaí, criada em 2020, ganhou impulso com o programa Centelha e agora produz 10 toneladas mensais de uma bebida inovadora sem cafeína.

Foto: Divulgação Engenho

No Amapá, o administrador Lázaro Gonçalves e sua esposa, Valda Gonçalves da Silva, fundaram em 2020 a Engenho Café de Açaí, uma startup sediada em Macapá que transforma caroços descartados da produção de polpa de açaí em um café aromático e sustentável. Esses resíduos, que representam cerca de 80% de cada fruto, geram impacto ambiental quando descartados inadequadamente, e a iniciativa visa resolver esse problema por meio de inovação.

O processo de criação do produto envolveu extensa pesquisa, testes e desenvolvimento tecnológico próprio, incluindo ajustes de torra, moagem e padronização para garantir segurança alimentar, sabor e funcionalidade. Inicialmente em escala piloto, a empresa atendia mercados locais com uma equipe reduzida. Em 2023, a participação no programa Centelha, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), proporcionou suporte técnico, financeiro e metodológico essencial para estruturar o negócio e avançar na inovação.

O Centelha, em parceria com entidades como Finep, CNPq, Confap e Fundação Certi, apoia empreendedores com editais estaduais via Fundações de Amparo à Pesquisa. Além do programa, a Engenho contou com colaborações do Sebrae, instituições de pesquisa e universidades, que auxiliaram no desenvolvimento tecnológico, validação do produto e fortalecimento do modelo de negócios.

Atualmente, a empresa emprega sete funcionários e produz 10 toneladas de café de açaí por mês, comercializando três produtos no mercado nacional. O diferencial reside na sustentabilidade: a bebida não contém cafeína, possui compostos bioativos, origem amazônica rastreável e contribui para reduzir resíduos e emissões. A startup planeja internacionalização, com exportações e participação em feiras globais.

Lázaro Gonçalves enfatiza a importância de observar problemas locais, buscar apoios como o Centelha e persistir no processo de inovação. ‘Inovação é um processo, não um evento único. Persistência, aprendizado contínuo e propósito fazem toda a diferença’, afirma. Mais informações sobre a Engenho estão disponíveis em seu site e redes sociais. O programa Centelha segue até 2027, com editais em 11 estados, e já apoiou 1,6 mil empresas nas edições anteriores.

Com informações do Governo Federal

Fonte: Jornal de Brasília

Leonardo Assad

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