Estudos indicam que o consumo moderado pode reduzir riscos de infarto e AVC, mas o modo de preparo é decisivo para evitar o colesterol
Por Giovanna Camiotto | Diário do Litoral
O café da manhã está começando a ser reformulado por conta de critérios como uma saúde melhor / Google Gemini/Imagem Gerada por IA
O café não é apenas o combustível matinal para milhões de brasileiros; ele se tornou um ritual indispensável. Para muitos, aquele primeiro gole é o que desperta o corpo e a mente, colocando o organismo no estado de alerta necessário para encarar a rotina. Mas, além da energia extra, o que essa dose diária faz com a nossa saúde?
O cardiologista e divulgador científico José Abellán destaca que o café é uma bebida complexa, indo muito além da famosa cafeína. “Ele possui ácidos clorogênicos, um grupo de compostos antioxidantes com diversos efeitos positivos na saúde”, explica o médico.
Viver mais e melhor
De acordo com Abellán, a ciência tem trazido notícias animadoras para os amantes da bebida. “Estudos recentes indicam que quem consome café com regularidade tende a viver mais e apresenta um risco menor de desenvolver doenças cardiovasculares”, afirma.
O especialista cita um metaanálise abrangente, envolvendo quase 1,3 milhão de pessoas, que mostrou um dado impressionante: quem consome de uma a cinco xícaras por dia apresenta uma redução de até 11% no risco de problemas cardíacos e acidentes cerebrovasculares (AVC).
Beber de uma a cinco xícaras de café por dia pode reduzir em até 11% o risco de doenças cardiovasculares, aponta especialista/Pexels
O segredo está no filtro
Contudo, nem todo café é igual perante o coração. O médico faz um alerta importante sobre o modo de preparo. Segundo ele, o café filtrado é o mais indicado para a saúde cardiovascular a longo prazo.
“O processo de filtragem é capaz de eliminar substâncias como o cafestol e o kahweol. Esses compostos, presentes no café não filtrado, estão associados a um leve aumento do colesterol LDL, o chamado colesterol ruim”, detalha o cardiologista.
Veredito médico
Apesar dos dados positivos, Abellán mantém a cautela ética: o café não deve ser visto como um remédio. “A evidência atual não justifica que eu, como médico, prescreva o café para prevenir doenças. No entanto, os dados sugerem claramente que ele pode ser um aliado perfeito dentro de um estilo de vida saudável”, conclui.
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