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Alemanha ultrapassa os EUA e se torna principal destino do café brasileiro

Tarifas norte-americanas reduzem embarques, mas receita do Brasil cresce com dólar valorizado e preços firmes

Foto: José Fernando Ogura

As exportações brasileiras de café registraram queda no volume embarcado, mas aumentaram em receita na primeira metade da safra 2025/26, segundo levantamento do Cepea com base em dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Entre julho e dezembro de 2025, o país exportou 20,6 milhões de sacas de café arábica e robusta — 21,3% a menos que no mesmo período da safra anterior.

Menor oferta de arábica e barreiras tarifárias nos EUA explicam recuo

De acordo com os pesquisadores do Cepea, a queda no volume exportado está relacionada, principalmente, à menor disponibilidade do café arábica, que teve oferta limitada no semestre.

Além disso, as tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos continuam afetando as vendas externas para o país, que tradicionalmente é o maior comprador do café brasileiro.

Receita sobe com dólar valorizado e preços internacionais firmes

Mesmo com a queda nos embarques, o setor obteve desempenho financeiro positivo.

A receita acumulada entre julho e dezembro chegou a US$ 8,05 bilhões, o que representa um crescimento de 11,5% em relação ao mesmo período de 2024.

Esse avanço foi impulsionado pela valorização do dólar e pela alta das cotações internacionais, que compensaram a redução nos volumes exportados.

Alemanha assume liderança nas compras de café brasileiro

A mudança no perfil dos destinos também chamou atenção no semestre.

A Alemanha, tradicional parceira comercial do Brasil, assumiu a liderança entre os importadores de café, superando os Estados Unidos.

No período, o país europeu comprou 3,01 milhões de sacas, 951 mil a mais do que o total enviado ao mercado norte-americano.

Cenário reforça diversificação dos destinos do café brasileiro

Especialistas destacam que a nova configuração das exportações reforça a importância da diversificação de mercados diante das barreiras comerciais impostas por alguns parceiros.

Com o bom desempenho europeu e o cenário cambial favorável, o Brasil mantém-se como o maior exportador de café do mundo, mesmo em um semestre de menor volume embarcado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Leonardo Assad

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